O INFARMED não permite venda livre, online, de medicamentos de venda livre e não corrige erros graves...
O INFARMED, a suposta Autoridade do medicamento em Portugal, há vários anos atrás quando desapareceram muitissímas refrências do mercado, foi à televisão dizer que iria investigar e responsabilizar/punir os laboratórios/armazenistas que vendessem para mercados estrangeiros deixando Portugal sem medicamentos e iria, dia-a-dia, fazer essa gestão.
Questionei não sabem de nada.
Os laboratórios/armazenistas em Portugal dão preferência a outros mercados onde os medicamentos são vendidos mais caros deixando os Portugueses com graves dificuldades de saúde por não existirem essas referências nas farmácias nacionais.
Questionei o Infarmed e até à presente data, volvidos vários anos, este Regulador nunca respondeu.
Aliás, o Infarmed sempre que questionado com questões pertinentes e do INTERESSE DOS PORTUGUESES, NUNCA RESPONDE, ou se o faz, é de forma lacónica e falaciosa.
Voltei a questionar o Infarmed por não permitir a venda livre de medicamentos e suplementos de venda livre serem distribuídos em todo o território nacional de forma livre, e não deixam, ficando limitados À distribuição geográfica junto aos concelhos vizinhos das farmácias e farmácias online que os vendem.
Uma das grandes falácias para esta posição, dizem, é a qualidade do transporte. Ora, todos sabemos que existem carrinhas e camiões a fazerem centenas de quilómetros por dia e esse problema já não se põe.
Por outro lado, vêm dizer que apesar de serem de venda livre alguns princípios activos são mais complexos. Curiosamente, existem vários mais complexos a serem vendidos livremente e outros bem simples estarem circunscritos à zona das farmácias - Estratégias de preços para impedir quem vende mais barato. Outra das desculpas esfarrapadas, é a questão de haver um "responsável técnico"...
Mas, TODAS as farmácias não têm um técnico responsável? Ou, um técnico do Minho é pior que um do Alentejo ou do Algarve?
A questão são os interesses e vedar a algumas farmácias que vendem mais e com margens muito mais pequenas proibi-las de competirem com interesses instalados.
Volvido mais dum mês de espera para uma situação desta natureza que não é mais do que uma situação de "mero expediente", pedi ao Infarmed uma resposta e nunca a obtive.
Anteriormente haviam respondido que era um assunto "complexo"...
Por outro lado, pessoas com dificuldades motoras, idosos, etc, todos os dias debatem-se com problemas, esses sim, muito graves, como blisters que não rompem facilmente, medicamentos que mudam de cor a cada lote, comprimidos que não se deixam partir facilmente, tamanhos distintos para o mesmo medicamento e da mesma marca, embalagens mal rotuladas e de má concepção, roturas de stocks por haver mercados mais apetecíveis e um sem fim de situações com que o Infarmed se devia preocupar, dar resposta e não dá, isto sim, é preocupante.
Estranho é que a Autoridade da Concorrência também nada faz!
Isto é que é...
Quem ler isto devia ter a boa vontade de enviar um email ao Infarmed e à Autoridade da Concorrência a pedir explicações.
Amanhã serás tu o visado!
